domingo, 18 de agosto de 2013


Por que muitas vezes nos sentimos bem ouvindo música triste?


“A música que é percebida como triste na verdade induz uma emoção romântica, bem como uma emoção tristonha. E as pessoas, independentemente da sua formação musical, experimentam essa emoção ambivalente ao ouvir a música triste”, afirmam pesquisadores.
Além disso, ao contrário da tristeza na vida diária, a tristeza vivida através da arte realmente é sentida como agradável, possivelmente porque esta não representa uma ameaça real para a nossa segurança. Isso poderia ajudar as pessoas a lidar com suas emoções negativas na vida diária, concluíram os autores.
“A emoção experimentada pela música não tem perigo direto ou dano ao contrário da emoção vivida na vida cotidiana. Portanto, podemos ainda desfrutar de uma emoção desagradável, como a tristeza. Se sofremos de uma emoção desagradável evocada durante a vida diária, uma música triste pode ser útil para aliviar a emoção negativa”.
Fonte: Fronteiras da Psicologia

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

MUITO INTERESSANTE E REAL !!!!!!

LI ESTE BLOG "LULU NÃO DORME", DE GIOVANA VAIA (Redatora publicitária. Colunista da revista Pais & Filhos.) ACHEI O POST INTERESSANTE, REAL E UM DESABAFO QUE MUITAS MÃES GOSTARIAM DE FAZER.

Maternidade, o lado B. Ou a vida como ela é e não como deveria ser. Ou porque caralhos nunca ninguém me contou isso?
Me deu um ataque sincericida. E de tanto ver mãezinhas falando oh- como- a- vida- é- boa-como- filho- é- mágico, que resolvi falar a verdade. Segurem.
O que nunca ninguém me contou: (Por que meu deus? Por que?)
Que aquelas fotos de book gravídico são tudo uma farsa. Mães sorrindo placidamente segurando a barriga e olhando o mar é photoshop emocional. Tudo atriz. A verdade é que na gravidez a gente incha, vira uma orca com elefantíase. Não acha posição na cama, se sufoca com a própria barriga, vive num mundo paralelo. Um mundo regido por hormônios. Que ora estão de bom humor, ora não. E ora não ora não ora não.......
Que passamos 9 meses numa montanha russa emocional com direito a vômitos. Muitos vômitos. Além de diarréias e gases em profusão. Sem contar as hemorróidas.
Que quando vamos fazer ultrassom ou exames de sangue quase temos um ataque cardíaco de medo. Que acendemos velas, invocamos orixás, jogamos pipoca pra cima e sal grosso pra baixo. Fazemos promessas pra que no temido morfológico apareça o osso nasal, vinte dedos e um coração que bate.
Que vamos todas corajosas levantar a bandeira do parto normal. Porque é o natural, é assim que deve ser. Sou forte. Sou índia. Vamo lá ficar de cóccix e botar uma vida pra fora. Só que atrás dessa bandeira estamos si-ca-gando de medo de aquela alcatra arregaçar nossas partes pudendas para todo sempre. Optamos então pela cesárea. SIM OPTAMOS, porque vivemos no Brasél e aqui pode se optar por. Mas claro que nas rodas matérnicas vou dizer que não foi opção, que minha filha tava com cabeça pra cima, que não tive contração e muito menos dilatação (na verdade, meu corpo usou esse mecanismo de defesa contra o medo) e dá-lhe cesárea.
Mas quem disse que esse tipo de parto é simples, lindo, pimpão? Um corte de ponta a ponta na sua barriga do tipo ligue os pontos, formam um ‘smile’, aquela carinha sorridente, e que quando você olha no espelho, tem vontade de chorar e pensa: putaquepariu, me cortaram de cabo a rabo, nunca mais vão me amar.
Mas isso não é nada perto do que esta por vir. O neném. Sim, o neném.
Dizem os livros, revistas, amigos e parentes que você deve se sentir, (veja bem DEVE no sentido de dever, não de probabilidade), arrebatado por uma amor incondicional assim que pega seu filho nos braços. An. E é nessa hora que você tem que dizer: meu deus que coisa linda! E foi nessa hora que eu disse: meu deus é um joelho?
É amor? Explosão de felicidade? Na hora do parto? Cheia de agulhas enfiadas nas veias? Com um corte de 10 cm da sua barriga, com oito camadas suas expostas à uma equipe que conta piadas de judeu enquanto cavoca o seu útero e joga uma gaze suja na sua coxa? O que chamam de amor eu chamo de me tirem daqui. Aflição. Só Madre Teresa, se não fosse Madre, sentiria essa amor imediato pulsante, incondicional, acredito eu. Ou Dalai lama. Tenho uma amiga foi um pouco mais além, mas cada um sabe de si, né? “Tirem esse verme daqui” foi o que ela proferiu quando viu seu bebê. Acontece, gente. Quem é mãe sabe que acontece, mesmo que vocês abafem isso e guardem num baú a 18 palmos da terra esse tipo de emoção. Isso volta hein? Hora ou outra isso volta pra você. E melhor jogar pra fora. E não precisa ser taxada de psicopata por isso, os hormônios estão ai pra isso, pra culpar-mo-lhos. Assim como a depressão pós parto. Lindo. Uma criança saudável, faminta, com cabelinhos até! mas que chora pra caralho. Uma criança que é capaz de chorar por 10 horas seguidas. Não há amor incondicional que suporte o Baby Blues sem sucumbir.
Nesse momento você olha para a janela do hospital. Confere se é alta. É alta. Sim!!!Pensamentos suicidas ou homicidas (que inclui todos aqueles parentes distantes que vão te ver pelada no hospital), passam a todo instante na cabeça das pobres mães. É, pobres mães, porque a gente não tem culpa de ser nardoni nessas horas. É uma coisa de deus, ou do diabo sei la. Mas não é da gente. É do universo, porra.
Daí ce leva o verminho pra casa, já sentindo alguma afeição entre um bocejo e outro, entre uma regurgitação e outra, entre um putaquepariu e outro. Ele ri, você ri, ele chora, você chora, ele ri, você chora, você chora e ele chora, choramos. Choramos muito. Choramos por cansaço, por não saber lidar e por solidão. Sim solidão. Sentimos uma solidão intrínseca-visceral. Mesmo com alguenzinho grudado em seu peito, nos sentimos sozinhas. Adultas sozinhas, adultas crianças. Somos crianças e mais uma vez choramos. Desamparadas pela vida e por todos os nossos entes queridos mesmo que eles estejam no mesmo cômodo que nós. Não dá pra explicar. Só quem já foi mãe de um bebê de 1 mês sabe. SABE SIM do que tô falando. Não dissimulem.
Daí ele cresce um tico, já levanta aquela cabeça balançante tipo cachorrinho- de- porta- mala- de- carro-de-pobre e você pensa WOW, tomara que comece a andar logo, minhas costas não aguentam mais esse peso. Quem ele pensa que eu sou? Um burro de carga? E lá vai você fritar bife com o pingente no colo; fazer cocô com ele te sorrindo no bebê- conforto posicionado estrategicamente a frente do vaso sanitário, tomar banho enquanto ele cochila escorado por almofadas na sua cama “e se ele virar e cair?” daí ce corre do banho enrolada precariamente numa toalha, pingando sangue. Ahhh sim, ninguém me disse que eu hemorragiria por quase 90 dias após o parto. E que gastaria em modess o equivalente a um Sandero 2012. Fora as vezes que você tem que almoçar com com ele penduradinho nas suas tetas. Quem nunca?
Tetas. Tetas sim. Seios não pra quem nunca amamentou. Porque a gente se sente uma vaca. Uma vaca esperando a hora do abate, que nunca chega.
Quantas vezes esqueci, ou não deu tempo de jantar, de tomar banho, adiar o xixi ate sua bexiga implorar por um Pyridium na veia?
Fora a vaidade. Que vaidade? Passamos a evitar colares, pulseiras, brincos e anéis, porque machucam os bebês e eles podem arrancam e se você tiver um milésimo de segundo distraída eles enfiam na boca e engolem felizes o seu anel de ouro rosa da Vivara, aquele que você que tá pagando a quinta parcela ainda. Corremos pro hospital preocupadas com a saúde deles, em prantos, e depois que o anel sai esquecemos eles no canto e vamos lá limpar toda a bosta da nossa jóia, amaldiçoando a nossa criança.
Daí começam a andar, ahhhh que legal o andar! Essa fase é mágica, se você mãe, for maratonista. Por que só assim pra dar conta de correr atrás de 80 centímentros hiperativos all day long. Você cansa. Cansa demais e pensa... porque ele foi andar tão rápido meu deus?! Na verdade eles não aprendem a andar e sim a correr. Já nascem Robson Caetano.
Começa aí a aparecer alguma independência. Ufa! Você já pode ir pra cozinha cortar meia cebola enquanto ele fica na sala enfiando o controle remoto na boca, e você pede pra tirar, e ele põe e você pede e ele põe, ad infinitum. Daí ce desiste e aproveita pra chorar botando a culpa na maldita cebola. Mas leitora, não é a cebola que te faz chorar, é o seu filho, não se enganem.
Ter um bebê exaure, suga, chupa sua força. Ter uma criança exaure, suga chupa, engole, extingue suas forças. Dizem que na adolescência essa progressão aritmética piora. Oremos.
Falando em orar, eu até rezava antes de dormir, quando grávida. Depois n-u-n-c-a mais lembrei. Esqueci o Pai Nosso, o Salve Rainha, a Ave Maria. Só lembro do Credo. Credo que canseira, credo que feia que eu tô, credo que gorda, credo que vida!!!!
Vida social, esquece. Vida social de mãe de bebê é ir no supermercado e compartilhar os benefícios do Prebio1 no corredor de leite em pó. É saber que a Pampers absorve bem menos xixi que a Huggies, mas pra cocô é excelente. E o cocô hein? Milho inteiro e confundir beterraba com sangue é motivo recorrente de pânico pra mães desavisadas. Dá-lhe pediatra. Pobre médico de mãe de primeira viagem; esse ser é o que mais sofre. É cada pergunta, que hoje, quando lembro que liguei as 5 da manhã pra perguntar o que fazia com uma picada de pernilongo, me faz querer morrer. Mentira. Foda-se o médico. Ninguém mandou ser pediatra.
Aí chega o momento de os pimpolhos frequentarem a escolinha. Você começa a vislumbrar a sua independência. Seus braços ficam livres por meio período e você pode dormir. Pode? Não, não pode. Você tem que lavar louça, roupa, chorar, fazer comida, chorar, trabalhar, chorar, tomar banho-se der- e ir buscar ele na escola. O que você fez nessas quatros horas? Viveu? Não. Sobreviveu a mais um dia. Tipo AA – mais um dia.
Se você for casada, chega a noite, entre um acordar e outro de seu filho, vem maridão encostar o pé gelado no seu. Se ele tiver sorte, você nem acerta o saco dele. Mas a intenção é essa. E quando você não tem marido, você se sente uma miserável por nem ter um pé gelado pra se enroscar com o seu.
E quando calha de além de ingressarem na escola, os filhotes desmamarem? Ohhhhh independência máster. E se adicionar o desfralde? Isso é vida!! Engano ledo (mais um). Xixi por toda a parte, xixi de noite, xixi de dia, xixi na calça, xixi na cadeirinha do carro, xixi no shopping. Fora o cocô. Vida de cão. Nessas horas seus peitos já estão no chão, junto com sua auto estima. Peitos no chão, perna mijada, feijão no dente, cabelo bicolor. Reze pra estar na onda do ombrè hair na época que seu filho nascer. Ou melhor antes de nascer, porque na gravidez é expressamente proibido tingir o cabelo (mas isso burlamos, viu ginecos? Temos técnicas transcendentais para isso)
Fora isso tudo aí supracitado, tem as birras em locais públicos e não públicos, tem os pesadelos, tem o terror noturno, tem o vamos brincar quando você chegar do trabalho, tem o não quero brócolis só chocolate, tem o posso dormir aqui com você, tem o..........
A lista é infinita e minha filha não tem nem 3 anos.
Mas sou a favor da sinceridade para com as outras mães. Conto. Conto tudo mesmo, para que pensem 2, 3, 4, 8 vezes antes de abrirem as pernas sem camisinha.
Ser mãe é padecer. O paraíso é história pra boi dormir. – eu podia ter tido um filho boi. Pelo menos dormia. (apagar)

PS1: Claro que tem o lado A, mas esse todo mundo conta. Quando sarar minha TPM eu conto.

PS pra mim: excluir esse post do blog assim que Lulu for alfabetizada.

O relógio


( texto de Wallace Leal Rodrigues)

O colégio onde eu estudava, em menina, costumava encerrar o ano letivo com um espetáculo teatral. Eu adorava aquilo, porém nunca fora convidada para participar, o que me trazia uma secreta mágoa.

Quando fiz onze anos avisaram-me que que, finalmente, ia ter um papel para representar. Fiquei felicíssima, mas esse estado de espírito durou pouco: escolheram uma colega minha para o desempenho principal. A mim coube uma ponta, de pouca importância.
Minha decepção foi imensa. Voltei para casa em pranto. Mamãe quis saber o que se passava e ouviu toda a minha história, entre lágrimas e soluços. Sem nada dizer ela foi buscar o bonito relógio de bolso do papai e colocou-o em minhas mãos, dizendo:
_ O que você está vendo?
_ Um relógio de ouro, com mostrador e ponteiros.
Em seguida, mamãe abriu a parte traseira do relógio e repetiu a pergunta:
_ E agora, o que está vendo?
Ora, mamãe, aí dentro parece haver centenas de rodinhas e parafusos.
Mamãe me surpreendia, pois aquilo nada tinha a ver com o motivo do meu aborrecimento. Entretanto, novamente ela prosseguiu:
_ Este relógio, tão necessário ao seu pai e tão bonito, seria absolutamente inútil se se nele faltasse qualquer parte, mesmo a mais insignificante das rodinhas ou o menor dos parafusos.
Nós nos entrefitamos e, no seu olhar calmo e amorosos, eu compreendi sem que ela precisasse dizer mais nada.
Essa pequena lição tem me ajudado muito a ser mais feliz na vida. Aprendi, com a máquina daquele relógio, quão essenciais são mesmo os deveres mais ingratos e difíceis que nos cabem a todos. Não importa que sejamos o mais ínfimo parafuso ou a mais ignorada rodinha, desde que o trabalho, em conjunto, seja para o bem de todos.
E percebi, também, que se o esforço tiver êxito o que menos importa são os aplausos exteriores. O que vale mesmo é a paz de espírito do dever cumprido.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A PAZ INTERIOR


Não existe ninguém nesse planeta que não deseje paz interior. Não é um desejo novo de nosso tempo; ao contrário, é algo que todos buscam através dos tempos, independentemente de cor, credo, religião, raça, nacionalidade, idade, gênero, riqueza, habilidade ou avanço tecnológico.

Em longo prazo, moldamos nossas vidas e moldamos a nós mesmos. O processo nunca termina até que morramos. E, as escolhas que fizemos são, no final das contas, nossa própria responsabilidade.

As pessoas têm adotado uma variedade de caminhos diferentes na busca da paz interior, principalmente em busca do TER ao invés do SER... 
Sentir-se em paz, viver em paz, dormir em paz: tudo isso é fruto do cuidado nas escolhas, do olhar atento na consequência de cada gesto e do esforço em aproveitar a verdade. "Muitas das circunstâncias da vida são criadas por três escolhas básicas: as disciplinas que você decide manter, as pessoas com quem você decide estar, e as leis que você decide obedecer". (Charles Millhuff)
Aproveitemos esse momento, seja qual for nossa crença ou filosofia de vida que denomine a origem e existência Deus, para repensarmos nossos HÁBITOS E ATITUDES.

SIMPLICIDADE é um conceito que nos remete ao estado mais puro da realidade.
Siga com serenidade sua caminhada. Manter-se em paz é um exercício diário. (Ana Somma)

PARA DESCONTRAIR, SEGUE UM TEXTO GENIAL DO ARNALDO JABOR:


A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

TRICOTILOMANIA


A tricotilomania é um distúrbio do controle dos impulsos caracterizado pela crônica tendência a puxar ou arrancar os próprios cabelos. Tem sido caracterizada como um transtorno do espectro do transtorno obsessivo compulsivo. O alvo é direcionado para qualquer tipo de pêlo do corpo e geralmente há mais de um foco, como por exemplo cabelos e sobrancelhas. O início pode ocorrer na infância ou adolescência e continuar ao longo da vida. Ansiedade e depressão frequentemente acompanham o quadro. 
Acompanhado o ritual de arrancamento dos pêlos geralmente as pessoas com esse transtorno fica alisando, enrolando e puxando os pêlos alvos. Esse ritual pode ser realizado enquanto se assiste à TV, dirige um carro, fala ao telefone, enquanto lê ou mesmo durante conversas com pessoas mais íntimas. Enquanto se realiza esse ritual a tensão se eleva e um desejo incontrolável de arrancar o pêlo se impôe, após o arrancamento há imediatamente uma sensação de alívio da tensão seguida de culpa por tê-lo feito. Muitas pessoas depois de arrancar o cabelo ou os pelôs põem-no na boca e engolem. Como o arrancamento é realizado sobre locais específicos logo surge uma região de visível falta de pêlos levando a pessoa a adotar um comportamento para escondê-lo, principalmente quando é na cabeça em situações que podem expor a calvície como programas em piscinas e praias por exemplo. Apesar dos prejuízos pessoais o comportamento continua. Algumas vezes o remorso por ter arrancado o cabelo leva a um comportamento de auto-punição, e como punição arranca-se mais cabelos.
O comportamento de arrancar cabelos está, em grande parte dos casos, associado a posturas sedentárias, aliadas a estados afetivos negativos. Entre as atividades associadas estão os hábitos de pessoas que, por exemplo, passam longos períodos assistindo televisão, deitados, ou ainda, dirigindo. É importante ressaltar que o sedentarismo é uma postura associada, mas não é considerada uma causa para a tricotilomania.
O tratamento para Tricotilomania compreende estratégias multidisciplinares. Assim, deve-se levar em consideração a importância do acompanhamento farmacêutico, psicológico e médico.

Fonte: Dr. Rodrigo Marot - Psicosite

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Adolescentes e cirurgias plásticas

Levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) indica que o número de jovens com idades entre 13 e 18 anos que se submeteram a cirurgias estéticas passou de 37 mil para 91 mil, entre 2008 e 2012, significando aumento de 141%. Entre as intervenções mais procuradas está a lipoaspiração, seguida pela prótese de silicone nos seios. Em relação aos meninos, os procedimentos mais procurados são a ginecomastia (redução das mamas) e a cirurgia para corrigir a orelha de abano. 
É possível concluir que, entre os milhares de cirurgias realizadas, muitas tinham indicação médica, mas como traçar a linha que delimita necessidade de exagero? A sociedade de consumo difunde a ideia de que toda infelicidade pode ser resolvida não só na aquisição do que se é levado a acreditar que precisa, como também numa eventual correção do erro da natureza, ou seja, a culpa é do corpo, quando ele for consertado, tudo fará sentido e o sofrimento desaparecerá, junto com inseguranças e sensação de inadequação.


A crença de que toda insatisfação se concentra no exterior, sem que se indaguem as razões emocionais de uma angústia perene, leva a uma sucessão de procedimentos e tentativas de se alcançar a aparência aprovada pelos outros, mais próxima de um modelo vendido como belo. A pessoa persegue o suposto defeito e precisa vencê-lo, numa luta sem ganhadores, mesmo depois de todos os procedimentos estéticos, dermatológicos, cirúrgicos. E, se não levar ao desenvolvimento de transtornos graves, como transtorno dismórfico corporal, anorexia e bulimia nervosas, ao menos empobrecerá a vida emocional.
Quando se ultrapassa o limite da vaidade saudável, aquela que faz o indivíduo cuidar de si mesmo com carinho, e se perde a visão clara do que é possível, buscando-se o bem-estar emocional na supressão do que é considerado defeito insuportável, principalmente em pessoas tão jovens, a sociedade deve se repensar.
Números e estatísticas quantificam e assustam, mas não dão a dimensão das transformações sociais que ocorrem cada vez mais rápido e enredam indivíduos que mal saíram da infância. Além das mudanças hormonais e biológicas que caracterizam a adolescência, há as emocionais e psicológicas, como imediatismo, impulsividade, rebeldia, necessidade de autoafirmação e independência, que levam os jovens a se afastar dos pais e buscar seus iguais, considerados os únicos capazes de entendê-los. E com a saída de casa para a rua e para os grupos, é preciso não só aceitar, mas seguir as regras que regem as relações entre os membros, que incluem roupas, cabelos, corpos, o que é desejável e o que desagrada. Acrescente-se que padrões de beleza e modismos são difundidos pela cultura pop, representada por ídolos teen, por exemplo. Cabe aos adultos dar limites e orientar nesta fase de desenvolvimento da maturidade, da infância para o mundo adulto.

SERÁ QUE NÃO FOI VOCÊ QUE PEDIU PARA NÃO SER AMADO?

Ela parou de amar porque você mandou.
Você não notou, mas sua companhia atendeu seu apelo.
Em algum momento, você cansou de receber amor. Em algum momento, você esnobou o amor. Em algum momento, você se incomodou de ser amado e disse: "não fique em cima", "me dê espaço", "me deixe respirar", "preciso de liberdade".
Você delimitou um teto, demarcou um ponto de amar: mais que isso me incomoda. Colocou uma régua na boca. Uma fita métrica no lugar das sobrancelhas. Pôs uma placa de não avance, censurou a ternura. E o outro lado começou a se reprimir, a se tolher, a esconder o amor até desaparecer, até perder a graça. O outro lado não pretendeu ser chato, incômodo, invasivo. E não estendeu mais as mãos como antes, e não abraçou como antes, e não beijou com a sinceridade de antes, não comentou seu dia como antes. E se apagou progressivamente. Afastou-se como um rio que pede carona para a neblina. Afastou-se pois você pediu para ser amado menos.
Para o amor permanecer, ama-se sem parar. Ama-se sem se preocupar com a quantidade.
É parar o amor que ele some. É estacionar o amor que ele não volta a andar.

Quem não aceita amor acaba desamado. Acaba levando o fora. (Fabrício Carpinejar)

terça-feira, 16 de julho de 2013

EQUILÍBRIO




"Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara - fazer a coisa certa no momento certo. Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.
Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.
Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo."  (Brahma Kumaris)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

OS OLHOS SÃO A JANELA DA NOSSA ALMA


O olhar é muito mais do que função fisiológica, 
é uma linguagem forte. 
É um universo carregado de sentido.
Mesmo o olhar indiferente suscitareações contraditórias. 
Um olhar faz transparecer nossas emoções...
vale mais do que mil palavras... revela o que tentamos ocultar...
Não há segredos na alma que os olhos não revelem. (Ana Somma)


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Relações Sexuais na velhice pode reduzir Riscos Cardíacos à Metade

                                                                 

De acordo com estudo realizado pelo especialista da Sociedade Britânica de Psicologia, David Weeks, uma vida sexualmente ativa na velhice pode trazer muito benefícios à saúde, inclusive a diminuição de riscos cardíacos em até 50%.
A pesquisa desenvolvida especialmente para o estudo aponta que pessoas idosas que fazem sexo sentem-se mais jovens do que sua idade cronológica e, com isso, obtém melhorias no quadro geral de saúde e mais longevidade.
Weeks acredita que experiências sexuais diminuem na terceira idade por conta de estereótipos negativos e preconceituosos, fazendo com que o sexo fique desagradável em um relacionamento entre pessoas mais velhas.
Dados coletados a partir do ano de 1997 mostraram que o risco de mortalidade em homens mais velhos com alta frequência de orgasmo (duas vezes por semana ou mais) foi 50% mais baixa no grupo que obteve baixa frequência de orgasmo.

“A satisfação sexual é um dos principais contribuintes para a qualidade de vida, ocupando posição tão importante quanto os compromissos espirituais e outros fatores morais. Atitudes que incentivem a realização do sexo na idade madura devem ser promovida vigorosamente,”, afirma Weeks em seu estudo.

FONTE: Revista Terceiraidade

sexta-feira, 5 de julho de 2013

PORQUE UM SORRISO CONTAGIA...


Um sorriso genuíno no rosto dos outros é um sinal inconfundível de bem-estar e felicidade. Isto porque felicidade e sorriso começam no cérebro, no mesmo lugar. Faça algo bem feito, receba um agrado ou um carinho ou ache graça em uma piada, e seu sistema de recompensa se encarrega de fazer com que as regiões cerebrais que organizam movimentos automáticos – aqueles que fazemos sem precisar pensar – estampem um belo sorriso em seu rosto. Essas regiões tratam de elevar os cantos da boca, relaxar as sobrancelhas e, o mais importante, apertar levemente as pálpebras, contraindo os músculos orbiculares dos olhos. São esses que colocam aquelas ruguinhas nos cantos dos olhos, o sinal mais evidente de felicidade e do sorriso genuíno.

Ao mesmo tempo que o sistema de recompensa lhe dá o prazer do sorriso e essas regiões motoras fazem seus músculos estamparem esse prazer no seu rosto, é acionado também o córtex orbitofrontal (OFC), parte do cérebro que registra quando algo de bom acontece – como, por exemplo, a causa do sorriso. É assim que passamos a associar evento e resultado, acontecimento e sorriso. Como resultado, ver a causa do sorriso de novo (uma pessoa em particular, um lugar ou paisagem, por exemplo) torna ainda mais fácil sorrir mais uma vez. Apenas lembrar-se do que causou o sorriso também já funciona.

A neurociência explica: um trabalho recente mostrou que o sorriso genuíno já basta para ativar o córtex da ínsula, região do cérebro que nos dá sensações subjetivas como a do bem-estar. O truque funciona mesmo se você instruir um ator a montar um sorriso, músculo a músculo.
Um sorriso genuíno é contagiante, e espalha a felicidade ao nosso redor. Através de neurônios-espelho, que nos fazem repetir automaticamente ações ao nosso redor, ver um sorriso no rosto de quem fala com você aciona as mesmas áreas do cérebro responsáveis pelo seu próprio sorriso, inclusive a ínsula e o OFC. Como seu cérebro imita o alheio sem fazer esforço, ver alguém sorrindo basta para você começar a se sentir assim por dentro também – o que acaba se refletindo por fora.
Por isso o bem-estar do outro é contagiante; por isso nos sentimos melhor perto de pessoas sorridentes. 

Fonte: Revista Mente e Cérebro

Fica a dica