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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
O que é a Síndrome de Asperger?
A Síndrome de Asperger é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), resultante de uma desordem genética, e que apresenta muitas semelhanças com relação ao autismo.Ao contrário do que ocorre no autismo, contudo, crianças com Asperger não apresentam grandes atrasos no desenvolvimento da fala e nem sofrem com comprometimento cognitivo grave. Esses alunos costumam escolher temas de interesse, que podem ser únicos por longos períodos de tempo - quando gostam do tema "dinossauros", por exemplo, falam repetidamente nesse assunto. Habilidades incomuns, como memorização de sequências matemáticas ou de mapas, são bastante presentes em pessoas com essa síndrome.Na infância, essas crianças apresentam déficits no desenvolvimento motor e podem ter dificuldades para segurar o lápis para escrever. Estruturam seu pensamento de forma bastante concreta e não conseguem interpretar metáforas e ironias - o que interfere no processo de comunicação. Além disso, não sabem como usar os movimentos corporais e os gestos na comunicação não-verbal e se apegam a rituais, tendo dificuldades para realizar atividades que fogem à rotina.
Como lidar com a Síndrome de Asperger na escola?
As recomendações são semelhantes às do autismo. Respeite o tempo de aprendizagem do aluno e estimule a comunicação com os colegas. Converse com ele de maneira clara e objetiva e apresente as atividades visualmente, para evitar ruídos na compreensão do que deve ser feito.Também é aconselhável explorar os temas de interesse do aluno para abordar novos assuntos, ligados às expectativas de aprendizagem. Se ele tem uma coleção de carrinhos, por exemplo, utilize-a para introduzir o sistema de numeração. Ações que escapam à rotina devem ser comunicadas antecipadamente.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Dicas importantes para manter a segurança das crianças no carnaval
- É importante não tirar os olhos desses pimpolhos nem por um segundo se quer.
- Não deixe a criança sozinha com estranhos, NUNCA!
- Evite aglomerações!
- Toda criança deverá ter um crachá, amarrado ao pulso, como uma pulseirinha, contendo nome , telefone, endereço, e nome dos pais.
- Em locais onde há rios, lagos ou piscinas, a atenção deve ser redobrada.
- Use protetor solar, se estiver na praia, mesmo a sombra o uso do protetor é aconselhável.
- Em caso de dor de cabeça, enjôo e tontura, procure rápido um atendimento médico!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
OS 7 ESTILOS DE APRENDIZAGEM DO INDIVÍDUO
Físico: definido como o indivíduo que utiliza bastante a expressão corporal, as pessoas que apresentam esse perfil geralmente são inquietos, bisbilhoteiros e “destruidores” de brinquedos, pois buscam saber como ocorre o funcionamento desses. Interagem melhor através do contato manual e corporal, costumam ter gosto pela prática de esportes, dança, invenção e construção de algo.
Intrapessoal: definido como o indivíduo que apresenta
característica introspectiva, costuma ser solitário, tímido, anti-social, porém
costumam apresentar melhor desempenho quando deixados à vontade.
Na escola tendem a identificar melhor com atividades de escrita, pesquisa e
projetos independentes, apresentando raciocínio lógico muito apurado e são bastante reflexivos.
Na escola tendem a identificar melhor com atividades de escrita, pesquisa e
projetos independentes, apresentando raciocínio lógico muito apurado e são bastante reflexivos.
Interpessoal: definido como um indivíduo extrovertido, relaciona-se melhor com o mundo através de suas interações com os outros, apresenta melhor entendimento com pessoas que trabalham em grupo. São considerados prestativos e autênticos, apresentam melhor desempenho em atividades com equipes esportivas, grupos de discussões e organização de eventos, trabalhos de pesquisa em grupo, ou trabalho em pequenas equipes.
Lingüístico ou Verbal: definido como o indivíduo que apresenta maior facilidade em se expressar com palavras, são consideradas como “devoradores” de livros, sendo extremamente cultas, sempre tem domínio do assunto que é abordado. São simpatizantes de atividades que envolvem o uso da palavra falada, escrita de poemas e leitura literária.
Matemático: geralmente esses indivíduos utilizam mais o pensamento (raciocínio lógico), números, padrões e seqüências, contagem e classificação de objetos, criação de tábuas cronológicas e tabelas, e solução de problemas complexos. São considerados gênios matemáticos e tendem a ser apaixonados por jogos.
Musical: são indivíduos que se interessam mais por sons e músicas, geralmente vivem cantando ou entoando algum som, mesmo com a boca fechada. Apresentam habilidade natural para interagir e entender os sons, musicais ou não.
Visual: são indivíduos que tendem a explorar mais o
aspecto visual das coisas, apresentando um talento natural para lidar com cores
e harmonizar ambientes. Identificam-se através de pinturas, imagens, bem como
criação de artes gráficas.
FICA A DICA PARA OS PAIS NESSE INÍCIO DE ANO LETIVO:
“Você não aprende nada direito”
Crianças que têm uma referência negativa de si mesmas obviamente ficam com a autoestima prejudicada.E, como elas ainda possuem um mecanismo de defesa pouco desenvolvido, tudo o que um adulto disser terá um impacto enorme.
Dizer que elas são burras, ou que nunca vão aprender matemática, por exemplo, pode fazer com que realmente acreditem que têm essas fraquezas.
O que você diz para o seu filho têm grande importância – e podem ter um impacto positivo ou negativo sobre ele.
CADA CRIANÇA TEM SEU TEMPO! CADA UM APRENDE E APREENDE DE UMA MANEIRA.
FICA A DICA PARA OS PAIS NESSE INÍCIO DE ANO LETIVO:
“Você não aprende nada direito”
Crianças que têm uma referência negativa de si mesmas obviamente ficam com a autoestima prejudicada.E, como elas ainda possuem um mecanismo de defesa pouco desenvolvido, tudo o que um adulto disser terá um impacto enorme.
Dizer que elas são burras, ou que nunca vão aprender matemática, por exemplo, pode fazer com que realmente acreditem que têm essas fraquezas.
O que você diz para o seu filho têm grande importância – e podem ter um impacto positivo ou negativo sobre ele.
CADA CRIANÇA TEM SEU TEMPO! CADA UM APRENDE E APREENDE DE UMA MANEIRA.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
A DOR, AS DORES (Nilde Mattos Antunes Quaresma de Oliveira)
A dor, as dores tomaram conta de Santa Maria/ Dores visíveis e invisíveis / Dor e dores.Dores que sentiram os que partiram / As dos que tentam sobreviver/ Dores dos que assistiram/ As que entraram em nós pela notícia de fato distante/ Tão perto/ Somos mães/ Somos pais/ O drama da dor e das dores que permanecerão enquanto alguém existir para contar/ Dores que não podemos tirar com drogas e nem carinho/ Sofrimentos em comunidade/ Em uma cidade, num estado, no país, no mundo; A irresponsabilidade dos poderes visíveis é clara / Nada acontecerá a eles/ São inatingíveis e eleitos que choram pelo voto, sem nada fazer. Beijemos a todos que sofrem dores visíveis ou invisíveis.
A DIFÍCIL ESCOLHA DA ESCOLA PARA SEU FILHO
A escolha da escola certa para o seu filho depende de uma série de fatores, que devem ser combinados. A opção vai depender essencialmente dos valores da família e das características individuais de cada filho.
Não há dúvida que o fator mais importante para a qualidade de ensino é o quadro de professores e coordenadores. São eles que vão estar no dia a dia com a criança.
A melhor fonte para dar essas informações são pais que já tiveram filhos na escola.
Deve-se visitar o maior as escolas de preferência com a criança, que é quem vai passar boa parte de sua infância no lugar.
Durante a visita, use os cinco sentidos. Tem barulho de criança? É limpa? É um lugar gostoso de ficar? Se possível, observe o lugar em horários diferentes. Como é o recreio? Quem cuida das crianças? como elas interagem entre si?
É vantajoso escolher uma escola próxima de casa. O trânsito é estressante para as crianças e consome tempo dos pais.
Escola particulares, na maioria das vezes, custam caro e, às vezes, a escola pública é melhor do que uma particular barata.
Escolas comunitárias ou religiosas em geral oferecem bolsas ou descontos para alunos.
A vantagem da escola pública é que ela faz parte de um sistema que, hoje, está recebendo atenção especial do governo e da sociedade (que paga impostos). Professores estão sendo reciclados e há novos materiais.
Escolas tradicionais em geral levam mais tempo para incorporar inovações pedagógicas.
Mais importante do que saber o nome da teoria educacional na qual a escola se baseia é entender de que forma a escola trabalha essas idéias na prática, e que benefícios pode trazer ao aluno. O segredo, para não ser confundido por promessas milagrosas, é observar e comparar.
Fica a dica!
Informação útil!!!
A Lei Estadual 2.712/97 - autoriza os motoristas de coletivos
intermunicipais a parar fora do ponto quando solicitado por:
Pessoas com Deficiência, idosos e gestantes em TODO o
território do Estado do Rio de Janeiro, exceto em pontes,
viadutos e pistas de auto rolamentos.
Vamos colaborar e denunciar se a lei não estiver sendo
cumprida.
intermunicipais a parar fora do ponto quando solicitado por:
Pessoas com Deficiência, idosos e gestantes em TODO o
território do Estado do Rio de Janeiro, exceto em pontes,
viadutos e pistas de auto rolamentos.
Vamos colaborar e denunciar se a lei não estiver sendo
cumprida.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
PSICOLOGIA NA ADOLESCÊNCIA
Na adolescência, quase tudo se renova, se transforma. Os corpos, gestos, pensamentos, emoções, desejos, direitos e responsabilidades. Fase de transição onde a roupagem da infância deve ser retirada e uma nova identidade encontrada. Fase de experimentações, dúvidas, ilusões, ousadias, conquistas externas e internas que marcam uma nova forma de ser e estar no mundo.
É na adolescência que surge o momento de estabelecer novos laços fora do ambiente familiar. Amigos, amores, paixões, parcerias que compartilham visões de mundo e os diferenciam dos pais, reafirmam sua singularidade. Busca de uma nova identidade pessoal.
Excessiva exposição ao risco, impulsividade, experimentações, rebeldia, comportamentos transgressores, comportamentos aparentemente patológicos e abuso de drogas são situações que fazem os pais pensarem sobre como lidar com elas sem interferir no bom desenvolvimento do adolescente.
É importante que os pais estejam próximos e observem se estas mudanças necessitam de maior atenção e tratamento.
Amadurecer é um ato complicado... Perceber a hora de mudar é ainda mais difícil, mas não tanto se encontramos alguém capaz de mostrar que as possibilidades de vida são ilimitadas.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Um SUPER ano 13!
2012 foi um ano cheio de coisas boas e realizações.
Tudo é igual no primeiro dia do novo ano. O que muda são as promessas (muitas vezes não cumpridas), as metas, os desejos de realizações ... e aí?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria!
Que saibamos transformar tudo que nos acontece em uma boa experiência!
Que possamos perdoar os que de alguma forma nos magoaram.
Que não esqueçamos aquele nosso desejo que não se realizou, colocando-o como o 1º da lista de tantos outros.
Que possamos perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os desejos não precisam de razão, nem os sentimentos, de motivos.
Quando nos permitimos o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Não basta ter fé e acreditar, temos que fazer por onde, para que tudo isso se reverta em muita saúde, paz, felicidade, prosperidade, fraternidade e amor.
Para nós, nossos filhos, nossos amigos, nossos familiares.
Um abraço apertado como um laço, para cada um que de alguma maneira faz parte da minha vida.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Faça as pazes com a sua idade
Entenda que cada fase da vida tem suas delícias e suas dores; traz coisas boas e leva outras embora. Sim, estamos falando do corpo com tudo no lugar, que exige manutenção mais cuidadosa à medida que o tempo passa e que pode deixar a gente à beira de um ataque de nervos. Mas também das experiências que vivemos e que, não tem jeito, mudam a gente para sempre. O segredo para não entrar em crise - com a aparência e as emoções - é viver cada etapa da vida de coração aberto e cabeça no lugar, tentando entender os ganhos que cada período traz. Aos 40 e poucos, é normal não caber mais nas roupas que você usava dez anos atrás (se você teve filhos, então...) e perceber na pele os primeiros sinais do tempo. Liberte- se das cobranças (suas e dos outros) e curta a maturidade que ganhou, a beleza que se transformou e a vida, que fica mais gostosa à medida que você aprende a valorizá-la. Desprenda-se do que ficou para trás e se apaixone por você agora.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
O Sentimento do Outro (Artur da Távola)
"O mais difícil dos sentimentos, é o sentimento do outro. O outro é ele e és tu.
Ele é realmente o outro ou é parte tua que não queres ser, saber, ver ou
aceitar? Tu és o outro para os outros, logo és igual a ele. Todos somos
"outros". E no entanto o outro invade, ameaça, mastiga ...
de boca aberta, irrita,
oriça, machuca. Até teu filho é o outro. E tu, pobre pretensioso, pensas que ele
é teu...
O sentimento do outro quantas vezes te faz parar, meditar, deixar de fazer o
melhor que tens ou podes, só porque o outro é o mistério que te ameaça. Por que
o outro te ameaça? Porque ele é tu. Quanto maior teu sentimento do outro, maior
será teu o sentimento do melhor e do pior que tens.
O sentimento do outro não é sentir por ele. É saber porque ele sente. É avaliar
o como e o quanto ele sente. O sentimento do outro não é o masoquismo de fazer
teu, um sofrimento que só a ele pertence. É dimensionares certo a medida do
sofrimento dele e só poderes ajudar porque não fazes teu um sofrimento que é
dele, mas o entendes e sentes, na exata medida de sua extensão, sem as marcas e
as limitações da dor enquanto dói.
O sentimento do outro, cuidado com ele, vai te obrigar a ceder, a entender. Ele
vai atrapalhar para sempre teu desejo, tua gula e vontade. O sentimento do
outro é aquilo que é mais prático não ter. Mas que, em o tendo, não podes deixar
de exercer. Senão fermentas. Senão apodreces.
Ele freará tua vitória, calará teu brilho e tua boca, impedirá tua eficiência.
Pode até te pregar a suprema peça de te fazer entender os detestáveis. Cuidado
com ele! Quanto maior, mais anulador! Quanto mais anulador, mais cheio de
grandeza.
O sentimento do outro fará ser tua culpa do que não deu certo. E fará ser dele a
glória do que acertou. O sentimento do outro te fará tímido, herói, cais,
antena. Ser antena dilacera, sabias? O sentimento do outro te exigirá nervos,
músculos, e uma paciência de anacoreta. Quanto mais o outro o perceba em ti,
mais ele te invadirá, cobrará, exigirá, até quando, exaurido, ainda consigas
juntar os cacos do teu cansaço para, ainda assim, prosseguir.
O sentimento do outro é tua glória e tua tragédia! Tanto mais o terás quanto
encontras em ti os escaninhos escurecidos do que és e, ao mesmo tempo as luzes
do que, ainda puro, brilha em ti.
O sentimento do outro é a ponte que nem sempre sabes construir e mesmo quando a
constróis, nem sempre ela agüenta o peso. Mas é a reconstrução permanente a cada
vez que ela desaba.
O sentimento do outro é também feito de magias, como tua abertura para o Todo. É
a conversa (para os outros maluca) com teu corpo, com tua conjuntivite, tua
prisão de ventre, teu pâncreas, tua árvore, teu amuleto, teu gato, teu mingau,
teu cachorro e tuas mentiras. É a "aceitação" do que vai além da tua razão
repressora. Do mistério, do sortilégio, do segredo, do encantamento, da
infância.
O sentimento do outro é aceitar que te chamem de estúpido, ingênuo, idiota, ou
coisas mais graves, como conciliador ou santo de araque, quando sabes não ser
nada disso. E deixar sem ódio o equívoco a teu respeito até que o tempo se
encarregue de o desfazer.
O sentimento do outro é aceitar porque razões o outro (por mais que o queira),
não pode confiar em ti. É porque ele faz de ti o outro e, portanto, ele mesmo:
talvez por isso não te (se) sinta, perceba, intua ou revele. O sentimento do
outro é o que te dará a dimensão da justiça, o que encantará teu sentido de
igualdade, o que dará direção à alegria que pretendes seja flor aberta no
coração de cada pessoa.
O sentimento do outro te fará farrapos, humilhações, ataduras e esparadrapos
existenciais; retornos solitários para casa; artesão de impossibilidade, moleque
safado do próprio valor. Te fará ser chamado de burro, de débil, de complicado,
de indeciso, de vago, talvez até te cuspam na cara. Ou se virem de costas com
horror da tua lucidez ou medo da limpidez do teu olhar. O que é limpo "espelha".
O que é espelho, amedronta.
O sentimento do outro é o conteúdo do Amor ao próximo."
oriça, machuca. Até teu filho é o outro. E tu, pobre pretensioso, pensas que ele
é teu...
O sentimento do outro quantas vezes te faz parar, meditar, deixar de fazer o
melhor que tens ou podes, só porque o outro é o mistério que te ameaça. Por que
o outro te ameaça? Porque ele é tu. Quanto maior teu sentimento do outro, maior
será teu o sentimento do melhor e do pior que tens.
O sentimento do outro não é sentir por ele. É saber porque ele sente. É avaliar
o como e o quanto ele sente. O sentimento do outro não é o masoquismo de fazer
teu, um sofrimento que só a ele pertence. É dimensionares certo a medida do
sofrimento dele e só poderes ajudar porque não fazes teu um sofrimento que é
dele, mas o entendes e sentes, na exata medida de sua extensão, sem as marcas e
as limitações da dor enquanto dói.
O sentimento do outro, cuidado com ele, vai te obrigar a ceder, a entender. Ele
vai atrapalhar para sempre teu desejo, tua gula e vontade. O sentimento do
outro é aquilo que é mais prático não ter. Mas que, em o tendo, não podes deixar
de exercer. Senão fermentas. Senão apodreces.
Ele freará tua vitória, calará teu brilho e tua boca, impedirá tua eficiência.
Pode até te pregar a suprema peça de te fazer entender os detestáveis. Cuidado
com ele! Quanto maior, mais anulador! Quanto mais anulador, mais cheio de
grandeza.
O sentimento do outro fará ser tua culpa do que não deu certo. E fará ser dele a
glória do que acertou. O sentimento do outro te fará tímido, herói, cais,
antena. Ser antena dilacera, sabias? O sentimento do outro te exigirá nervos,
músculos, e uma paciência de anacoreta. Quanto mais o outro o perceba em ti,
mais ele te invadirá, cobrará, exigirá, até quando, exaurido, ainda consigas
juntar os cacos do teu cansaço para, ainda assim, prosseguir.
O sentimento do outro é tua glória e tua tragédia! Tanto mais o terás quanto
encontras em ti os escaninhos escurecidos do que és e, ao mesmo tempo as luzes
do que, ainda puro, brilha em ti.
O sentimento do outro é a ponte que nem sempre sabes construir e mesmo quando a
constróis, nem sempre ela agüenta o peso. Mas é a reconstrução permanente a cada
vez que ela desaba.
O sentimento do outro é também feito de magias, como tua abertura para o Todo. É
a conversa (para os outros maluca) com teu corpo, com tua conjuntivite, tua
prisão de ventre, teu pâncreas, tua árvore, teu amuleto, teu gato, teu mingau,
teu cachorro e tuas mentiras. É a "aceitação" do que vai além da tua razão
repressora. Do mistério, do sortilégio, do segredo, do encantamento, da
infância.
O sentimento do outro é aceitar que te chamem de estúpido, ingênuo, idiota, ou
coisas mais graves, como conciliador ou santo de araque, quando sabes não ser
nada disso. E deixar sem ódio o equívoco a teu respeito até que o tempo se
encarregue de o desfazer.
O sentimento do outro é aceitar porque razões o outro (por mais que o queira),
não pode confiar em ti. É porque ele faz de ti o outro e, portanto, ele mesmo:
talvez por isso não te (se) sinta, perceba, intua ou revele. O sentimento do
outro é o que te dará a dimensão da justiça, o que encantará teu sentido de
igualdade, o que dará direção à alegria que pretendes seja flor aberta no
coração de cada pessoa.
O sentimento do outro te fará farrapos, humilhações, ataduras e esparadrapos
existenciais; retornos solitários para casa; artesão de impossibilidade, moleque
safado do próprio valor. Te fará ser chamado de burro, de débil, de complicado,
de indeciso, de vago, talvez até te cuspam na cara. Ou se virem de costas com
horror da tua lucidez ou medo da limpidez do teu olhar. O que é limpo "espelha".
O que é espelho, amedronta.
O sentimento do outro é o conteúdo do Amor ao próximo."
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
A CRIANÇA E SEU PROCESSO DE COMPREENSÃO DA MORTE.
A psicóloga Maria Cristina Capobianco dá dicas aos pais e professores de como se deve conversar e ajudar a criança a entender o processo da morte.
A cada idade os recursos que uma criança tem para compreender os fenômenos que acontecem na sua vida são diferentes. Estes recursos variam e dependem de vários fatores, entre eles, sua maturidade e sua percepção do mundo a sua volta, sua história de vida, a forma como os pais e a escola lhe passam a informação e as crenças religiosas de seus pais.
Cada criança se desenvolve num ritmo singular e é importante lembrar que os pais conhecem seu filho e precisam guiar se por sua percepção e intuição que tem em relação a momento da criança no processo de crescimento.
A psicóloga Maria Cristina Capobianco explica que as pessoas ao falar da morte com uma criança temem trazer a tona ou provocar um sofrimento desnecessário e muitas vezes preferem esquivar-se das perguntas que as crianças têm a respeito deste tema. Existe a crença de que se não se toca no assunto, haverá menos sofrimento. “Muito pelo contrário, se não damos a chance à criança a falar dele, a expressar sua curiosidade, estamos deixando-a só com seus receios e fantasias. Esta solidão e falta de informação objetiva pode despertar um maior sofrimento”, afirma a terapeuta.
Descubra como conversar sobre diversos assuntos com as crianças . A psicóloga separou por faixa etária como se deve conversar com as crianças sobre assuntos polêmicos como: morte, separação dos pais, doença por parte da criança ou de algum parente e como apoiar a criança nos momentos difíceis.
Do nascimento até os 3 anos:
A percepção da criança: o bebê ou a criança percebe ou sente quando há a sua volta excitação, tristeza, ansiedade; percebe quando falta uma pessoa significativa ou a presença de pessoas novas ou estranhas ao ambiente familiar, porém ainda não possui recursos para compreender a morte, mas absorve as emoções daqueles que o rodeiam e pode mostrar sinais de irritabilidade, mudanças nos seus hábitos alimentares ou sono. Às vezes, se já adquiriu o controle dos esfíncteres, pode haver uma recaída e a criança pode fazer xixí ou cocô na cueca ou na calcinha. Depende muito da comunicação não verbal, do cuidado físico, do afeto e precisa ser reassegurado.
O tipo de apóio que pode ser oferecido é de manter as rotinas e a estrutura familiar sempre que possível. Se por alguma razão seus pais precisam se afastar, é importante escolher uma babá ou alguém da família que seja afetivo e que possa oferecer contato físico. Esclarecer sempre que possível a razão pela qual os pais estão tristes e porque as pessoas choram.
Se ele freqüenta o maternal, os professores podem e devem orientar os pais, fazendo uma reunião com todos explicando o processo de elaboração do luto das crianças. Também podem falar para os coleguinhas sobre o momento que a criança está passando.
Dos 3 aos 6 anos:
A percepção da criança: A criança acha que a morte é reversível, temporária, que a pessoa que faleceu voltará a qualquer momento. Nesta fase a criança é regida pelo que denominamos o pensamento mágico e egocêntrico: ela pensa que suas ações, sentimentos ou palavras são como varinhas de condom. As crianças dessa faixa etária, acreditam que a morte pode ser vista como um castigo devido a um mau comportamento.
A criança sente o impacto das emoções dos seus pais e irmãos; e freqüentemente o não dito o afeta provocando regressões, como fazer xixí na cama, chupar o dedo, segurar um paninho, etc.
Geralmente nessa etária os filhos têm dificuldade de expressar seus sentimentos verbalmente e conseqüentemente o faz através de ação; pode ficar mais agressivo, irritado ou impaciente quando brinca.
Perguntará as mesmas perguntas sobre o desaparecimento da pessoa muitas vezes, pois ele está se esforçando para adquirir recursos para compreender o conceito de morte, de perda. Pode exibir tristeza em alguns momentos; também sintomas somáticos, constipação, dor de barriga e irritações na pele. Também pode demonstrar uma intensificação da sua necessidade de contato físico, mesmo de pessoas estranhas. Às vezes associa fatos quem não tem relação; ou pode mostrar ansiedade se pensa que a pessoa que morreu pode voltar como um “fantasma”.
É importante oferecer oportunidades para que a criança possa desenhar ou pintar e expressar seus afetos, também de ler livros sobre histórias que falem da morte ou de perda de algum personagem ou herói.
Ajudar a criança a identificar o que está sentindo, traz conforto para ela e também a ajuda a expressar seus sentimentos através da fala. É fundamental ser honesto e admitir que às vezes não tenhamos resposta para certas perguntas.
Na escola, os professores podem tocar no assunto, e explicar aos coleguinhas que a criança está passando por um momento triste, que precisa de cooperação e paciência. Podem ser realizadas reuniões com os pais para esclarecimento de condutas/comportamentos. É importante explicar os fatos de forma concreta, não utilizar eufemismos e dar esclarecimentos sobre a realidade física da morte confrontando-a com seu pensamento mágico, suavemente. Os pais precisam verificar que a criança não se sinta responsável pela morte e precisam ser pacientes com os comportamentos regressivos ou infantis que ela possa apresentar. A criança tentará imitar as atitudes dos pais em relação como lidam com a perda, a dor, o sofrimento. Então é importante evitar os clichês, como “você pelo menos tem outro irmão” ,”Sempre podemos comprar outro animal de estimação”, pois eles revelam uma atitude muito “prática” de tentar apagar ou que aconteceu e substituir com um outro prazer “tampando” a emoção. Dizer que a “mãe foi dormir”, ou “Deus levou a vovó”, pode confundir a criança são sugestões que podem ser evitadas.
Dos 6 aos 9 anos:
A percepção da criança: Algumas crianças começam a entender as causas objetivas da morte, algumas ainda não. Ainda podem ver a morte como um espírito que vem para levar a pessoa; pode pensar que a morte é contagiosa e ela pode morrer também. A criança se seduz por o tema de mutilação e mostra curiosidade em relação ao aspecto do corpo morto.
Pode associar a morte com violência, devido a isto freqüentemente pergunta “Quem o matou”? Cria categorias em relação a quem pode morrer: os mais velhos e os que apresentam deficiências.
Nesta fase se preocupa com o que acontece com os mortos, como vivem, comem e respiram. Mesmo neste momento pode apresentar ansiedade e ter dificuldade de expressar suas emoções e sentimentos de desamparo. Pode apresentar diferentes sintomas transitórios como fobias, regressões, psicossomatizações. Se os pais não trabalharem esses sintomas, eles podem perpetuar se por mais tempo.
Neste período a criança se sente acompanhada se os adultos conversam com ela e a ajudam a identificar seus sentimentos, a esclarecer suas percepções e fantasias. Oferecer chances para que a criança possa desenhar e pintar e soltar sua criatividade em relação ao tema e seus sentimentos. É fundamental que a criança possa fazer isto livremente, sem receber críticas em relação a sua “obra”. Ajudar a criança a controlar seus impulsos pode aliviá-la no controle da sua dor.
Ter mais tempo para ouvir os sonhos da criança e lembrar à criança de tudo aquilo que era positivo da pessoa ou animal que perdeu. Ter fotos pode ser algo interessante.É importante que os pais e a escola se comuniquem, e que os professores saibam o que está acontecendo na família para que possam se tornar colaboradores nesta fase.
Dos 9 aos 13 anos:
A percepção da criança: À medida que passa o tempo a criança tem mais recursos mentais e emocionais para compreender as causas da morte. Agora se preocupa com o fato de como vai mudar sua vida com a perda da pessoa, do relacionamento. Apresenta resistência a se abrir e falar de suas emoções. No inicio pode parecer que ela não se importa com o que aconteceu, que ignora os eventos, que faz de conta que não houve morte. Os sentimentos de angustia e tristeza demoram a aparecer, e ela pode ter uma tendência a se isolar. Começa a mostrar interesse em rituais religiosos. Nesta fase se for um dos seus pais que faleceu, a criança pode querer assumir as responsabilidades do falecido e tomar seu lugar para ajudar e aliviar a tristeza de quem ficou. Isto se torna um peso e causa de futuras somatizações e conflitos.
Estimule a discussão sobre o tema da morte, tanto em casa como na escola. Aproveite mortes de outros, pessoas famosas, conhecidas para mostrar como estes processos são parte da vida. Ofereça modelos de pessoas que passaram por momentos difíceis. É importante ser paciente com as crianças se resistem a fazer suas lições de casa, se apresentam distraídos ou desligados, tente compartilhar seus sonhos e fantasias.
Ajudar os filhos ou os alunos a superar as dificuldades, mesmo na tenra infância é tarefa de pais e educadores, pois desta forma eles poderão oferecer meios para que as crianças construam seus recursos internos para enfrentar as dificuldades do mundo adulto e tornarem-se pessoas com capacidade para lidar com suas emoções e criar a empatia para lidar com as dos outros.
A cada idade os recursos que uma criança tem para compreender os fenômenos que acontecem na sua vida são diferentes. Estes recursos variam e dependem de vários fatores, entre eles, sua maturidade e sua percepção do mundo a sua volta, sua história de vida, a forma como os pais e a escola lhe passam a informação e as crenças religiosas de seus pais.
Cada criança se desenvolve num ritmo singular e é importante lembrar que os pais conhecem seu filho e precisam guiar se por sua percepção e intuição que tem em relação a momento da criança no processo de crescimento.
A psicóloga Maria Cristina Capobianco explica que as pessoas ao falar da morte com uma criança temem trazer a tona ou provocar um sofrimento desnecessário e muitas vezes preferem esquivar-se das perguntas que as crianças têm a respeito deste tema. Existe a crença de que se não se toca no assunto, haverá menos sofrimento. “Muito pelo contrário, se não damos a chance à criança a falar dele, a expressar sua curiosidade, estamos deixando-a só com seus receios e fantasias. Esta solidão e falta de informação objetiva pode despertar um maior sofrimento”, afirma a terapeuta.
Descubra como conversar sobre diversos assuntos com as crianças . A psicóloga separou por faixa etária como se deve conversar com as crianças sobre assuntos polêmicos como: morte, separação dos pais, doença por parte da criança ou de algum parente e como apoiar a criança nos momentos difíceis.
Do nascimento até os 3 anos:
A percepção da criança: o bebê ou a criança percebe ou sente quando há a sua volta excitação, tristeza, ansiedade; percebe quando falta uma pessoa significativa ou a presença de pessoas novas ou estranhas ao ambiente familiar, porém ainda não possui recursos para compreender a morte, mas absorve as emoções daqueles que o rodeiam e pode mostrar sinais de irritabilidade, mudanças nos seus hábitos alimentares ou sono. Às vezes, se já adquiriu o controle dos esfíncteres, pode haver uma recaída e a criança pode fazer xixí ou cocô na cueca ou na calcinha. Depende muito da comunicação não verbal, do cuidado físico, do afeto e precisa ser reassegurado.
O tipo de apóio que pode ser oferecido é de manter as rotinas e a estrutura familiar sempre que possível. Se por alguma razão seus pais precisam se afastar, é importante escolher uma babá ou alguém da família que seja afetivo e que possa oferecer contato físico. Esclarecer sempre que possível a razão pela qual os pais estão tristes e porque as pessoas choram.
Se ele freqüenta o maternal, os professores podem e devem orientar os pais, fazendo uma reunião com todos explicando o processo de elaboração do luto das crianças. Também podem falar para os coleguinhas sobre o momento que a criança está passando.
Dos 3 aos 6 anos:
A percepção da criança: A criança acha que a morte é reversível, temporária, que a pessoa que faleceu voltará a qualquer momento. Nesta fase a criança é regida pelo que denominamos o pensamento mágico e egocêntrico: ela pensa que suas ações, sentimentos ou palavras são como varinhas de condom. As crianças dessa faixa etária, acreditam que a morte pode ser vista como um castigo devido a um mau comportamento.
A criança sente o impacto das emoções dos seus pais e irmãos; e freqüentemente o não dito o afeta provocando regressões, como fazer xixí na cama, chupar o dedo, segurar um paninho, etc.
Geralmente nessa etária os filhos têm dificuldade de expressar seus sentimentos verbalmente e conseqüentemente o faz através de ação; pode ficar mais agressivo, irritado ou impaciente quando brinca.
Perguntará as mesmas perguntas sobre o desaparecimento da pessoa muitas vezes, pois ele está se esforçando para adquirir recursos para compreender o conceito de morte, de perda. Pode exibir tristeza em alguns momentos; também sintomas somáticos, constipação, dor de barriga e irritações na pele. Também pode demonstrar uma intensificação da sua necessidade de contato físico, mesmo de pessoas estranhas. Às vezes associa fatos quem não tem relação; ou pode mostrar ansiedade se pensa que a pessoa que morreu pode voltar como um “fantasma”.
É importante oferecer oportunidades para que a criança possa desenhar ou pintar e expressar seus afetos, também de ler livros sobre histórias que falem da morte ou de perda de algum personagem ou herói.
Ajudar a criança a identificar o que está sentindo, traz conforto para ela e também a ajuda a expressar seus sentimentos através da fala. É fundamental ser honesto e admitir que às vezes não tenhamos resposta para certas perguntas.
Na escola, os professores podem tocar no assunto, e explicar aos coleguinhas que a criança está passando por um momento triste, que precisa de cooperação e paciência. Podem ser realizadas reuniões com os pais para esclarecimento de condutas/comportamentos. É importante explicar os fatos de forma concreta, não utilizar eufemismos e dar esclarecimentos sobre a realidade física da morte confrontando-a com seu pensamento mágico, suavemente. Os pais precisam verificar que a criança não se sinta responsável pela morte e precisam ser pacientes com os comportamentos regressivos ou infantis que ela possa apresentar. A criança tentará imitar as atitudes dos pais em relação como lidam com a perda, a dor, o sofrimento. Então é importante evitar os clichês, como “você pelo menos tem outro irmão” ,”Sempre podemos comprar outro animal de estimação”, pois eles revelam uma atitude muito “prática” de tentar apagar ou que aconteceu e substituir com um outro prazer “tampando” a emoção. Dizer que a “mãe foi dormir”, ou “Deus levou a vovó”, pode confundir a criança são sugestões que podem ser evitadas.
Dos 6 aos 9 anos:
A percepção da criança: Algumas crianças começam a entender as causas objetivas da morte, algumas ainda não. Ainda podem ver a morte como um espírito que vem para levar a pessoa; pode pensar que a morte é contagiosa e ela pode morrer também. A criança se seduz por o tema de mutilação e mostra curiosidade em relação ao aspecto do corpo morto.
Pode associar a morte com violência, devido a isto freqüentemente pergunta “Quem o matou”? Cria categorias em relação a quem pode morrer: os mais velhos e os que apresentam deficiências.
Nesta fase se preocupa com o que acontece com os mortos, como vivem, comem e respiram. Mesmo neste momento pode apresentar ansiedade e ter dificuldade de expressar suas emoções e sentimentos de desamparo. Pode apresentar diferentes sintomas transitórios como fobias, regressões, psicossomatizações. Se os pais não trabalharem esses sintomas, eles podem perpetuar se por mais tempo.
Neste período a criança se sente acompanhada se os adultos conversam com ela e a ajudam a identificar seus sentimentos, a esclarecer suas percepções e fantasias. Oferecer chances para que a criança possa desenhar e pintar e soltar sua criatividade em relação ao tema e seus sentimentos. É fundamental que a criança possa fazer isto livremente, sem receber críticas em relação a sua “obra”. Ajudar a criança a controlar seus impulsos pode aliviá-la no controle da sua dor.
Ter mais tempo para ouvir os sonhos da criança e lembrar à criança de tudo aquilo que era positivo da pessoa ou animal que perdeu. Ter fotos pode ser algo interessante.É importante que os pais e a escola se comuniquem, e que os professores saibam o que está acontecendo na família para que possam se tornar colaboradores nesta fase.
Dos 9 aos 13 anos:
A percepção da criança: À medida que passa o tempo a criança tem mais recursos mentais e emocionais para compreender as causas da morte. Agora se preocupa com o fato de como vai mudar sua vida com a perda da pessoa, do relacionamento. Apresenta resistência a se abrir e falar de suas emoções. No inicio pode parecer que ela não se importa com o que aconteceu, que ignora os eventos, que faz de conta que não houve morte. Os sentimentos de angustia e tristeza demoram a aparecer, e ela pode ter uma tendência a se isolar. Começa a mostrar interesse em rituais religiosos. Nesta fase se for um dos seus pais que faleceu, a criança pode querer assumir as responsabilidades do falecido e tomar seu lugar para ajudar e aliviar a tristeza de quem ficou. Isto se torna um peso e causa de futuras somatizações e conflitos.
Estimule a discussão sobre o tema da morte, tanto em casa como na escola. Aproveite mortes de outros, pessoas famosas, conhecidas para mostrar como estes processos são parte da vida. Ofereça modelos de pessoas que passaram por momentos difíceis. É importante ser paciente com as crianças se resistem a fazer suas lições de casa, se apresentam distraídos ou desligados, tente compartilhar seus sonhos e fantasias.
Ajudar os filhos ou os alunos a superar as dificuldades, mesmo na tenra infância é tarefa de pais e educadores, pois desta forma eles poderão oferecer meios para que as crianças construam seus recursos internos para enfrentar as dificuldades do mundo adulto e tornarem-se pessoas com capacidade para lidar com suas emoções e criar a empatia para lidar com as dos outros.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
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O QUE É DISLEXIA?
A palavra dislexia é derivada do grego "dis" (dificuldade) e "lexia" (linguagem).
Dislexia é uma falta de habilidade na linguagem que se reflete na leitura.
Dislexia não é causada por uma baixa de inteligência. Na verdade, há uma lacuna inesperada entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar. O problema não é comportamental, psicológico, de motivação ou social.
Dislexia não é uma doença, é um funcionamento peculiar do cérebro para o processamento da linguagem. As atuais pesquisas, obtidas através de exames por imagens do cérebro, sugerem que os disléxicos processam as informações de um modo diferente. Pessoas disléxicas são únicas; cada uma com suas características, habilidades e inabilidades próprias.
Importante ressaltar que somente uma equipe multidisciplinar formada por profissionais capacitados (médico, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neurologista), poderá, através do histórico e das avaliações pelas quais será submetido o indivíduo, dar o diagnóstico de dislexia.
A complexidade do entendimento do que é Dislexia, está diretamente vinculada ao entendimento do ser humano: de quem somos; do que é Memória e Pensamento- Pensamento e Linguagem; de como aprendemos e do por quê podemos encontrar facilidades até geniais, mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual de aprendizado. O maior problema para assimilarmos esta realidade está no conceito arcaico de que: "quem é bom, é bom em tudo"; isto é, a pessoa, porque inteligente, tem que saber tudo e ser habilidosa em tudo o que faz. Posição equivocada que Howard Gardner aprofundou com excepcional mestria, em suas pesquisas e estudos registrados, especialmente, em sua obra Inteligências Múltiplas. Insight que ele transformou em pesquisa cientificamente comprovada, que o alçou à posição de um dos maiores educadores de todos os tempos.
Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente...
O QUE É DISLEXIA?
A palavra dislexia é derivada do grego "dis" (dificuldade) e "lexia" (linguagem).
Dislexia é uma falta de habilidade na linguagem que se reflete na leitura.
Dislexia não é causada por uma baixa de inteligência. Na verdade, há uma lacuna inesperada entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar. O problema não é comportamental, psicológico, de motivação ou social.
Dislexia não é uma doença, é um funcionamento peculiar do cérebro para o processamento da linguagem. As atuais pesquisas, obtidas através de exames por imagens do cérebro, sugerem que os disléxicos processam as informações de um modo diferente. Pessoas disléxicas são únicas; cada uma com suas características, habilidades e inabilidades próprias.
Importante ressaltar que somente uma equipe multidisciplinar formada por profissionais capacitados (médico, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neurologista), poderá, através do histórico e das avaliações pelas quais será submetido o indivíduo, dar o diagnóstico de dislexia.
A complexidade do entendimento do que é Dislexia, está diretamente vinculada ao entendimento do ser humano: de quem somos; do que é Memória e Pensamento- Pensamento e Linguagem; de como aprendemos e do por quê podemos encontrar facilidades até geniais, mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual de aprendizado. O maior problema para assimilarmos esta realidade está no conceito arcaico de que: "quem é bom, é bom em tudo"; isto é, a pessoa, porque inteligente, tem que saber tudo e ser habilidosa em tudo o que faz. Posição equivocada que Howard Gardner aprofundou com excepcional mestria, em suas pesquisas e estudos registrados, especialmente, em sua obra Inteligências Múltiplas. Insight que ele transformou em pesquisa cientificamente comprovada, que o alçou à posição de um dos maiores educadores de todos os tempos.
Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente...
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
As brincadeiras de faz-de-conta e seu importante papel.
O faz-de-conta é marcado por um diálogo que a criança estabelece com seus parceiros e mesmo com bonecos. Ele requer constante negociação de significados e de regras que regem uma situação conforme as crianças assumem papéis, o que faz com que o desenrolar do enredo construído pelas interações das crianças seja sempre imprevisível. Com isso a brincadeira cria novidades.
Por meio do brincar de faz-de-conta, as crianças buscam superar contradições, motivadas pela possibilidade de lidar com o acaso, com a regra e a ficção, e pelo desejo de expressar uma visão própria do real, embora por ele marcada. Na linguagem criada no jogo simbólico, dentro de uma atmosfera “como se fosse assim ou assado”, a criança recombina elementos perceptuais, cognitivos e emocionais, cria novos papéis para si e reorganiza cenas ambientais, criando espaço para a fantasia.
Ao brincar de faz-de-conta, as crianças, ao mesmo tempo em que desenvolvem importantes habilidades, elas rabalham alguns valores de sua comunidade, examinam aspectos da vida cotidiana, apreendem os matizes emocionais de diferentes personagens, são capturadas por representações sociais sobre determinados eventos.
O jogo de faz-de-conta desenvolve-se a partir das atitudes e desejos dos “jogadores” que usam certos objetos na definição de uma situação onde há determinadas regras.
Conforme têm maior experiência de criação de situações imaginadas, as crianças passam a ter maior controle sobre a história que vai sendo criada, podendo planeja-la,distribuir com maior facilidade os papéis que a compõem, construir cenários para neles brincar. Tais aquisições tornam a brincadeira não só mais complexa, mas muito mais prazerosa,
pois ampliam o controle da criança sobre a produção do enredo e consolidam a dimensão da fantasia que ela está desenvolvendo.
Com o seu desenvolvimento, a criança passa a apreciar jogos de regras, nas quais criam formas de alcançar um determinado objetivo obedecendo a limitações colocadas pelas normas acordadas pelos jovens jogadores. Aprender a explicar as regras
de uma brincadeira para outra criança pode ampliar a compreensão que a
própria criança que explica tem do seu comportamento na atividade.
Conforme ampliam seu domínio em relação à estrutura básica de um jogo de faz-de-conta, ou de uma brincadeira tradicional ou de um jogo de regras simples, as crianças podem sugerir modificações nos personagens, enredo ou regras de uma brincadeira.
As crianças podem ainda construir brinquedos e cenários para suas brincadeiras, ajudadas pelos recursos que o professor lhes proporciona: materiais, sugestões, realização das ações mais difíceis, dentre outros.
Desafiadas pelas situações novas ou incongruentes construídas nas diferentes formas de brincadeiras, as crianças exploram encaminhamentos inovadores que têm que ser disputados e negociados com diferentes parceiros, e passam a fazer parte da cultura daquele grupo infantil. Elas também são espaços de poder que as crianças ocupam para exercer o controle não só sobre si mesmas, mas para se diferenciar e confrontar os adultos e a cultura do mundo adulto.
Fonte: Orientações Curriculares para Educação Infantil.
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, NÃO É DEFICIÊNCIA MENTAL.
Muita gente confunde
deficiência mental e doença mental. Essa confusão é fácil de entender: os nomes
são parecidos; as situações envolvidas, para leigos, são também parecidas. Mas
são duas coisas bem distintas.
Segundo o DSM IV
(Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais, edição de 1994), a
deficiência mental é caracterizada por:
"Um funcionamento
intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações
significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes
áreas de habilidades: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades
sociais/interpessoais, uso de recursos comunitários, auto-suficiência,
habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança. O início deve
ocorrer antes dos 18 anos".
Ou seja, a
deficiência mental, ou deficiência intelectual, não representa apenas um QI
baixo, como muitos acreditam. Ela envolve dificuldades para realizar atividades
do dia-a-dia e interagir com o meio em que a pessoa vive.
Já a doença mental engloba uma série de condições que também afetam o desempenho da pessoa na sociedade, além de causar alterações de humor, bom senso e concentração, por exemplo. Isso tudo causa uma alteração na percepção da realidade. As doenças mentais podem ser divididas em dois grupos, neuroses e psicoses. As neuroses são características encontradas em qualquer pessoa, como ansiedade e medo, porém exageradas. As psicoses são fenômenos psíquicos anormais, como delírios, perseguição e confusão mental. Alguns exemplos de doenças mentais são depressão, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), transtorno bipolar e esquizofrenia.
O tratamento das duas condições também é diferente. Uma pessoa com deficiência mental precisa ser estimulada nas áreas em que tem dificuldade. Os principais profissionais envolvidos são educadores especiais, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Medicamentos são utilizados quando a deficiência mental é associada a doenças como a epilepsia. Alguns dos profissionais citados também participam do tratamento da doença mental, como os psicólogos e terapeutas ocupacionais. Mas, além deles, é imprescindível o acompanhamento de um psiquiatra. Esse médico coordena o tratamento, além de definir a medicação utilizada para controlar os sintomas apresentados pelo paciente.
Em resumo, a principal diferença entre deficiência intelectual e doença mental é que, na deficiência mental, há uma limitação no desenvolvimento das funções necessárias para compreender e interagir com o meio, enquanto na doença mental, essas funções existem mas ficam comprometidas pelos fenômenos psíquicos aumentados ou anormais.
É importante destacar que as duas podem se apresentar juntas em um paciente. Pessoas com deficiência mental podem ter, associada, doença mental. Sendo assim, o tratamento deve levar em conta as duas situações.
Por que contar histórias é importante?
A história é uma narrativa que se
baseia num tipo de discurso calcado no imaginário de uma cultura. As fábulas,
os contos, as lendas são organizados de acordo com o repertório de mitos que a
sociedade produz. Quando estas narrativas são lidas ou contadas por um adulto
para uma criança, abre-se uma oportunidade para que estes mitos, tão
importantes para a construção de sua identidade social e cultural, possam ser
apresentados a ela.
A diferença entre ler e contar uma história
São duas coisas muito diferentes,
porém ambas muito importantes. Um texto escrito segue as normas da língua
escrita, que são completamente diferentes daquelas da linguagem falada. Quando
uma criança ouve a leitura de uma história ela introjeta funções sintáticas da
língua, além de aumentar seu vocabulário e seu campo semântico. Porém, aquele que lê a história deve dominar
a arte de contá-la, estar preparado suficientemente para fazê-lo com apoio no
texto, sabendo utilizar o livro como acessório integrado à técnica da voz e do
gesto.
Além disso, quem lê para uma
criança não lhe transmite apenas o conteúdo da história; promovendo seu
encontro com a leitura, possibilita-lhe adquirir um modelo de leitor e
desenvolve nela o prazer de ler e o sentido de valor pelo livro.
Há opiniões divergentes neste
campo: alguns autores consideram que o contador sem o livro tem mais liberdade
de acentuar emoções, modificar o enredo segundo as reações da criança e portanto, melhor comunicação com o público infantil. Teria
ainda mais disponibilidade para trabalhar sua voz e seu gesto.
Somos partidárias, neste aspecto
de que o importante é como ler e como contar, porque é preciso
que se tenha técnica e preparo para despertar o desejo e o prazer das crianças.
Segundo Luiza Lameirão, existem
dois tipos de histórias: aquelas que servem de alimento para a alma, permitindo
a transmissão de valores e de imagens arquetípicas fundamentais para a
construção da subjetividade; e aquelas que servem para despertar o raciocínio e
o interesse da criança para formas de agir e estar no mundo
- são chamadas histórias matéria -
importantes para a estruturação dos aspectos objetivos de nossa personalidade.
Estas últimas devem ser selecionadas de acordo com o desenvolvimento cognitivo
do ouvinte porque exigem maior compreensão racional e analítica.
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